Fosfoetanolamina cura câncer?

Uma substância de nome complicado ganhou, nas últimas semanas, a manchete de meios de comunicações brasileiros. A fosfoetanolamina, conhecida por ser a cura do “câncer”, barata e milagrosa; está no centro de uma polêmica. O assunto ganhou força por uma reportagem do programa Fantástico (do dia 18 de outubro/2015), onde o famoso Dr. Drauzio Varela rechaça a possibilidade da substância curar, o que enfureceu ativistas que defendem tratamentos alternativos fora da industria farmacêutica.

fosfoetanolamina-cura-cancer

Quando falamos dos vários tipos de câncer que existem, tocamos em um ponto delicado para quem está com a doença, e também para os familiares que acompanham o enfermo. É preciso analisar os fatos com isenção, para que não haja falsas esperanças, aumentando a dor de quem já está com sofrimento suficiente.

Entendendo

Primeiro, vamos entender porque o composto ganhou a fama de “matador” de câncer (lembrando que existem mais de 100 tipos diferentes de câncer, então seria inconcebível um único medicamento para todos eles, segundo a visão médica tradicional). A fosfoetanolamina é encontrada naturalmente em nossas células.

A substância teria a capacidade de sinalizar ao sistema imunológico quais células cancerígenas devem ser removidas. Por isso, de forma sintética, ela estaria reproduzindo o mecanismo de defesa do próprio corpo. A descoberta foi realizada pelo professor de química Gilberto Orivaldo Chierice, atualmente aposentado da USP, campos São Carlos, a 20 anos atrás.

fosfoetanolamina-cura-cancer

Aqui começa a polêmica, porque o professor não concluiu os estudos sobre a substância, tendo observado eficácia contra um tipo de câncer de pele apenas, e em camundongos.

Não houveram testes clínicos, que poderiam comprovar eficácia, informar efeitos colaterais, dosagem, etc.

Desde a descoberta, o professor Gilberto passou a entregar comprimidos contendo fosfoetanolamina sintética, diretamente a pacientes com câncer, gratuitamente.

Segundo ele, houve “má vontade” por parte da ANVISA para finalizar os testes, então ele seguiu em frente. Muitos pacientes que fizeram o uso da substância, sob sua tutela, obtiveram significativa melhora e, até mesmo, desaparecimento dos tumores.

Gilberto afirma, em entrevista a EPTV, em São Carlos:

Nos últimos tempos, fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale a próximo de mil pessoas por mês. Agora, quantas pessoas foram beneficiadas eu não sou capaz de dizer porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas.

Para os métodos convencionais científicos, se não há uma comprovação de eficácia clínica e conhecido todos efeitos colaterais, a substância não poderá ser considera medicamento, homologada pela ANVISA e vendida em farmácias. Daí tamanha polêmica quanto ao tema.

Ao se observar os argumentos expostos pelo Dr. Drauzio Varela, todos são plausíveis em relação ao que estaríamos considerando como remédio, sendo que o próprio professor Gilberto não sabe dizer sobre a eficácia. As pessoas tomaram a substância por conta e risco, segundo sua própria dosagem.

Mesmo assim, a fosfoetanolamina vem ganhando muitos adeptos e defensores. O professor Wallace Liimaa, um os maiores expoentes em Saúde Quântica do Brasil, é um deles. “A descoberta de Gilberto é bio idêntica, reproduz o corpo. É um medicamento que contraria os interesses da indústria farmacêutica, porque é barato e já se mostrou eficaz.”, afirma. Seu apoio será reiterado inclusive durante o 4º Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, que será realizado entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, em Brasília.

Para mim, a fosfoetanolamina sintética pode sim ter um efeito curativo, em relação as células cancerígenas, mas é preciso ter muito cuidado para não criarmos ilusões sobre uma substância que não foi comprovada eficácia 100% em todos os casos.

Sem a comprovação, ela poderia cair na classificação de “placebo”, onde o efeito estaria sendo induzido pela mente. Por isso, podemos supor que os efeitos alcançados de cura estariam relacionados a crença/pensamento que ela estaria agindo para eliminar as células cancerígenas aliado a seu efeito real.

Consciência

Mais uma vez, é preciso sermos conscientes. Há muitas fontes de informação e pontos de vista, por isso é preciso olhar sobe todos os ângulos, para termos uma ideia melhor do que estamos vendo.

Todas são verdadeiras, segundo seus pontos de vista pessoais.

Ouvindo todas as partes, temos uma imagem maior deste “conjunto de verdades”, uma big picture (grande imagem). O câncer é uma doença muito cruel, e muitas vezes rápida.

Por isso, aliar métodos naturais com a medicina tradicional talvez seja a forma mais lúcida de manter a esperança da cura da doença, “atacando” por todos lados.

É preciso cuidado, em momentos de desespero, para não deixarmos que as emoções tirem-nos a lucidez.

Se quiser saber mais informações sobre a cura quântica, participar de cursos onlines gratuitos (com acesso imediato) e ofertas exclusivas, inscreva-se gratuitamente aqui!

Ricardo Oliveira

Eu já estive envolvido com vários grupos holísticos e religiosos durante toda minha vida, formando o terapeuta universalista que sou hoje. Tenho a clara missão de transformar a vida do máximo de pessoas que conseguir!

3 opiniões sobre “Fosfoetanolamina cura câncer?

  • 26 de janeiro de 2016 em 12:49 AM
    Permalink

    Olá achei bem interessante , gostaria de saber onde encontrar fosfoetanolamina gostaria de saber mais a respeito.

    Resposta
    • 26 de janeiro de 2016 em 11:50 AM
      Permalink

      Oi Flávia. Em relação a adquirir a substância, eu não saberia lhe dizer. Vi que estão havendo desdobramentos em relação a esse tema, e que os estudos sobre ela estavam voltando a ser realizados. Tente fazer uma pesquisa pelo google que provavelmente já devem ter formas de adquiri-lá.

      Resposta
  • 3 de maio de 2017 em 6:41 AM
    Permalink

    oi gente
    gostei muito desse site, parabéns pelo trabalho. 😉

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *