Charlatanismo Quântico

Hoje quero compartilhar com vocês uma troca de e-mails muita rica que realizei com um aluno, que penso ser uma questão importante para ser debatida, com honestidade e transparência.

Vivemos em tempos grandiosos, onde o novo paradigma científico da física quântica traz um entendimento totalmente novo sobre nossa interpretação da realidade. As possibilidades são incontáveis, caso esse conhecimento se torne coletivo, mas ainda vivemos o processo de transição.

Estamos no meio termo, entre o velho e o novo. Tudo isso me faz pensar na excitação que Galileu Galileu teria vivido ao confirmar sua teoria de um sistema solar heliocêntrico, perante a ideia vigente da terra como centro do universo, no século XVII. E também penso em sua tristeza ao ser detido pela inquisição e ter que negar tal descoberta.

O que grande físico e astrônomo enfrentava era uma queda de paradigma. Eu não vejo a Igreja Católica como uma vilã, pois não tomo partido se quero ser neutro.

É uma postura ignorante, sim, mas não no sentido pejorativo que a palavra é comumente empregada. Ignorância no sentido real da palavra, “que desconhece a existência de algo; que não está a par de alguma coisa”.

Feita esta introdução, vamos então a integra do diálogo com um aluno meu , resguardando sua identidade, a pedido:

Aluno:

Olá, Ricardo Oliveira, tudo bem? Sempre acompanho seus e-mails. Tenho lido algumas coisas nesse site e em outros lugares e livros que vão de frente com a cura quântica, criação da realidade, e etc. Se puder, nesse link https://www.universoracionalista.org/charlatanismo-quantico/ Diz que a interpretação da física quântica por terapeutas holístico, e etc; não passa de uma pseudociencia… Você teria uma opinião para me dar a respeito da falta de credibilidade, baseados até então, de confirmações científicas que ele fala?
um abraço.

Minha resposta:

Oi Aluno! Muito bom ter levantado o assunto, e tenho prazer em lhe responder. Com certeza, a interpretação da física quântica por terapeutas holísticos seria uma pseudociência, disso não tenho dúvida. Sempre deixo claro que não sou um “cientista” ou algo do tipo, e o que estou fazendo é dar interpretações sobre as teorias descobertas.

O problema da “ciência” pura é que ela se fecha em si mesma. Isso quer dizer que, algo que não pode ser reproduzido, não tem validade para eles. Um evento precisa ser reproduzir 100 vezes, para poder receber o carimbo de “verdade” pela ciência.

O falecido Masaro Emoto, que realizou o experimento das “mensagens da água”, também entrou na classificação de “pseudociência”. Por muitos anos (e pelo jeito, até o momento presente ainda), falar de que o pensamento cria a realidade, ou qualquer coisa que tenha algum “cheiro” místico e esotérico é proibido, um sacrilégio para o “clero” científico ortodoxo.

Eu não iria eleger essa profissão para mim se não acreditasse no que eu digo. Isso em relação a provas concretas pessoais do funcionamento da mecânica para mim, e para outras pessoas das quais passei a informação. Antes mesmo de entrar em contato com as conclusões da física quântica, eu já ouvia os termos de “pensamento e realidade” por meio de linhas esotéricas e escolas de mistério (remontando a sabedoria egípcia).

E se estamos falamos da sabedoria egípcia, todos os primeiros alquimistas (aqueles que são os pais da química) e também outros grandes nomes (Galileu Galilei, Newton, entre outros) eram publicamente conhecidos membros de tais ordens. Logo… ver artigos onde uma pessoa defende a ciência pura não é algo que me surpreenda. O autor do artigo acaba citando Deepak Chopra (autor consagrado mundialmente) e Amit Goswami (físico), figuras com muita credibilidade, muito maior do que eu daria para o autor do site.

Enfim… estamos no meio termo, entre uma ciência que olhe para a consciência com mais abertura, enquanto a velha ciência segue encerrada e si mesma. Existem autores que estão fazendo a ponte de transição, dos quais eu lhe sugiro para pesquisa (caso já não os conheça): Greeg Braden e Nassim Haramein. Muito obrigado, por seu contato.

Aluno:

Ricardo, obrigado pela resposta. De fato, encontrei alguns cientistas que estão fazendo essa transição, expandindo seus conhecimentos… Eu sei muito pouco para poder expressar uma opinião que agrega algum valor sobre essa ”batalha” entre o estudo puro da ciência, física quântica, associados e a expansão desse conhecimento onde envolve todo o seu trabalho, por exemplo.

Eu confesso que quando conheci seu trabalho, realmente fiquei muito feliz, em conhecer as diversas possibilidades. A partir daí passei a me sentir bem, porém depois me foi apresentado esse outro lado que contempla os mesmos assuntos de uma forma geral… Daí cara, confesso que foi como um banho de água gelada, e fiquei pensando ”estava bom de mais para ser verdade”.

Mas fui descobrindo que nada é mais verdadeiro do que as nossas experiências vividas, aquilo que você sentiu, que viveu não pode ser explicado e por mais que duvidem temos a vivência que não nos deixa mentir, para nós mesmos principalmente.
Eu ainda estou buscando por essas experiências que me mostram a mudança e nascimento daquele novo eu que muitos buscam. Enfim aguardo o lançamento do seu livro e seu curso on-line para quem sabe conseguir isso.
Um abraço

Minha resposta:

Exatamente Aluno! A questão fundamental é que direciono a física quântica para um lado que não poder ser medido, aferido, da forma que a ciência clássica gostaria de fazer. E é algo que, por experiência própria, por mais fantástico e milagroso que pareça (quando se vai explicar racionalmente), a experiência pessoal não deixa mentir de que é verdadeiro. No mínimo… para você.

Então, até pelo ponto de vista do observador, tudo será verdade… dependendo de quem olha. Para o escritor daquele artigo, ele está completamente correto. E se você senta ao lado dele (como um observador), e olha todo o trajeto que o levou a tirar aquela conclusão, você terá a certeza que aquilo é verdade… E ai, você senta ao meu lado (ou de qualquer outro que esteja fazendo a pseudociência) e como um observador, assiste o filme
de nossa vida, que levou a divulgar meu ponto de vista, também terá a certeza de que isso é verdadeiro… É novamente a ideia de que o observador é quem faz o real, mas concordo que seja muito abstrata para a visão científica.

Agora, você pode fazer uma análise fria sobre a intenção de uma pessoa através da mensagem que ela emite. O que eu, Deepak Chopra, Amit Goswami pregamos? Liberdade, plenitude, vitória sobre doenças sem remédios, realizações de sonhos, desbloqueios emocionais; tudo através desta compreensão da consciência. Algo que você pode fazer sozinho, sem ter que aprender uma técnica difícil, fazer muitos módulos de cursos.

Compramos briga também, inclusive, com a velha espiritualidade em cursos e técnicas, onde as pessoas pagavam (e pagam) 1 mil, 2 mil reais para cursos em vários módulos que nunca terminam. Não estamos vendendo um produto, é uma filosofia de vida que incluí a ciência e a espiritualidade caminhando juntas. Duas esferas de conhecimento que, desda idade média, vem se digladiando…

Se me permite lhe dar uns toques para tentar não te fazer “perder a fé”, é tudo uma questão de persistência. Veja que o pensamento “as coisas não são tão fáceis assim” é apenas um ponto de vista, como qualquer outro. Que tal: “sim, as coisas podem ser mais fáceis do que eu imagino”? Talvez, o primeiro pensamento seja mais comum por hábito e condicionamento.

Logo, precisará de provas concretas (experiências pessoais inquestionáveis) para que acredite que é possível criar uma realidade específica através a vontade consciente. Seria uma reprogramação, do primeiro pensamento automático “é bom demais pra ser verdade” para “sou o senhor de meus destino através do direcionamento da minha vontade”. E isso vai se aplicar a outras “linhas de comando” que a mente recebe, como “dinheiro não nasce em arvore”. Isso só você pode se dar, porque eu não estou vendendo algo para comprar. Daí a persistência ser necessária.

Com certeza, o livro vai te ajudar nisso. Assim, vamos compreendendo e acessando uma nova forma de ver a realidade. É tipo, baixando um novo software: mais novo, mais eficiente, mais legal, mais suave. Estamos finalizando o pré lançamento, e então entrará na lista de e-mail as formas para adquiri-lo.
Grande abraço, amigo!
Ricardo Oliveira

Para minha alegria, essa semana a “pseudociência” obteve uma vitória. Novos estudos confirmaram o efeito do observador sobre os átomos, provando que “Einstein estava errado”.

Mas vitória sobre quem? Não é uma questão de quem ganha ou quem perde, o que alimentaria a dualidade e “lados para serem defendidos”. Se há alguma vitória nessa acaso, é sobre “o desconhecimento da existência de algo”.

Ricardo Oliveira

Eu já estive envolvido com vários grupos holísticos e religiosos durante toda minha vida, formando o terapeuta universalista que sou hoje. Tenho a clara missão de transformar a vida do máximo de pessoas que conseguir!

8 opiniões sobre “Charlatanismo Quântico

  • 9 de maio de 2016 em 6:46 PM
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    Claro e definido o artigo Ricardo. A Neutralidade anulando a dualidade se fez imperativa possibilitando esclarecimento consciente sobre o tema. Grato

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  • 8 de março de 2017 em 8:09 AM
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    Nenhum físico valida este uso distorcido da mecânica quântica em curas e prosperidades. Pseudociência é uma farsa e cheia de distorções. Basta ver seu texto desonesto. É claro que é preciso se testar inúmeras vezes um experimento para o validar pois não se trabalha com fé e crenças na ciência! Só nos grupos religiosos e místicos que você fez e faz parte. Falácias da “velha ciência” e da “velha espiritualidade”, como se representasse algo “de transição” e não um engodo esotérico. Você aprendeu isso com a Marina Silva e seu termo “velha política”? Me poupe.

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    • 8 de março de 2017 em 5:29 PM
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      Oi Beto Daniel, percebo em suas palavras que anda bem irritado com este tema não né? A Cura quântica é uma terapia alternativa que nos ajuda a ter mais equilíbrio e sermos mais tolerantes. É um ponto de vista sobre algo (sobre o novo paradigma cientifico)… da mesma forma que você tem o seu a respeito do texto.

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  • 28 de agosto de 2017 em 10:07 AM
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    “Com certeza, a interpretação da física quântica por terapeutas holísticos seria uma pseudociência, disso não tenho dúvida. Sempre deixo claro que não sou um ‘cientista’ ou algo do tipo, e o que estou fazendo é dar interpretações sobre as teorias descobertas”.

    É uma atitude honesta da sua parte. O problema é que a maioria das pessoas que trabalham com essas interpretações metafísicas sobre física quântica realmente as vende como se fosse ciência, assim como astrólogos vendem a astrologia como se fosse ciência, defensores do design inteligente também o fazem, alquimistas, homeopatas etc. Pessoalmente eu acredito mais na ciência tradicional. O que você mencionou, sobre a metodologia científica exigir que “Um evento precisa ser reproduzir 100 vezes, para poder receber o carimbo de ‘verdade’ pela ciência”, é exatamente o que confere legitimidade à ciência, e é um elemento que não pode ser abolido da própria ciência.

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    • 31 de agosto de 2017 em 7:23 PM
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      Embora a ciência tenha essa necessidade de reprodução dos experimentos por tais ou quais motivos, não podemos perder de vista que o cerne da ciência ainda é empírico, ou seja, essencialmente toda pessoa que consiga extrair conhecimento de suas experiências diretas é um cientista e, é óbvio que não precisamos testar inúmeras vezes pois todos nós passamos por eventos tão fortes em nossas vidas, que mudam tanto a nossa forma de viver e que nunca se repetirá, no entanto, tais eventos parecem muito mais reais que a vida mecânica e repetitiva que experimentamos diariamente.

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