Ansiedade – Pequenas fugas geram uma grande ilusão

Entendendo

A ansiedade é algo comum para a maioria das pessoas. Tão comum que você pode sofrer dela pela vida toda sem perceber. Em uma palestra recente, fui perguntado sobre a ansiedade e percebi que não tinha uma resposta pronta, rápida, e isto me levou a reflexão interna. Neste momento, percebi que para chegar em uma resposta satisfatória, primeiro eu tinha que lidar com a minha própria ansiedade e pude ver o quanto ela estava presente em minha vida, e em vários pontos, mas não estava CONSCIENTE disso. Muitas pessoas desenvolvem sintomas por ter ansiedade como: vício de cigarro, compulsão alimentar, fuga de situações, transtornos obsessivos compulsivos, necessidade de controlar tudo e todos, etc. Tudo isso então são sintomas que podem até ser tratados com remédios, mas e a causa?

Ansiedade
Ansiedade

A causa

No fundo, na raiz da situação, eu percebi que a ansiedade está relacionada com algo que não queremos sentir em nós mesmos. Toda a nossa relação com o mundo passa pelo crivo de nossos sentidos físicos e com nossos pensamentos. Logo, as situações externas não carregam algo de mal ou negativo por elas mesmas, mas lidamos com o julgamento que fazemos dessas situações. E diante disso, podemos não aceitar uma situação ou julga-la inadequada a partir de nosso ponto de vista. Agora, se você está diante de uma situação mas não está disposto a sentir todo o comichão interno que ela gera, você pode querer se ocupar com algo para não sentir.

[xyz-ihs snippet=”minicurso-post-2″]

Entendendo as sensações

Pela física quântica, sabemos que essa inquietação sentida como “ansiedade” nasce a partir de hormônios que nosso cérebro produz e joga na corrente sanguínea. Logo, tudo que é sentido na verdade é a reação química do cérebro as imagens que ele está vendo associada a pensamentos. E quanto mais identificado você esteja a seus pensamentos, mais forte será essa reação.

Observando detalhes

Percebo que a ansiedade pode ter “N” motivos e formas diferente de se manifestar, mas sempre estará relacionada com a fuga de si mesmo, em sentir e observar o real motivo desta inquietação. Nessa hora que muitos hábitos nascem, e que por si só depois se tornam um vício. Numa fila de banco, onde “obrigatoriamente” você precisa passar minutos com você mesmo, um joguinho de celular faz a distração para não sentir-se (ou refletir-se, espelhar a si mesmo). Diante de uma discussão familiar, alguém toca em um ponto crucial da convivência e a outra abandona o recinto para fumar um cigarro e esparecer. Mas pode ter raízes mais profundas, quando você pode estar insatisfeito com seu trabalho e sua rotina a anos, e para não sentir isso, acaba por se ocupar com algo (ou vários coisas) para ver o tempo passar e não entrar em contato com uma situação que exigiria mudança e esforço. Por isso, mesmo tomando um remédio para o vício de tabaco, a ansiedade ainda persisti e logo vem a compulsão alimentar, porque ela ainda está lá.

Enfrentando e vencendo

A unica forma de encarar de frente a ansiedade é encarar a si mesmo, olhando profundamente, oque seria uma meditação simples. Cada pessoa terá seus motivos para evitar sentir, e a tendência da mente é evitar algo que gere dor. Ela faz isso inocente e automático, daí talvez a fuga de sentir a si mesmo: medo. Mas mesmo inocente, a mente desconhece que o único tratamento eficaz é justamente não fugir, mas olhar e se permitir sentir o que quer que seja. Não sentindo, pequenos hábitos vão se desenvolvendo e se justificando, nascendo uma grande ilusão sobre a verdade de si mesmo. Verdade esta que, pode estar ai, apenas esperando ser vista e expressada.

Ricardo Oliveira
Jornalista e Terapêuta Holístico

Ricardo Oliveira

Eu já estive envolvido com vários grupos holísticos e religiosos durante toda minha vida, formando o terapeuta universalista que sou hoje. Tenho a clara missão de transformar a vida do máximo de pessoas que conseguir!

Uma opinião sobre “Ansiedade – Pequenas fugas geram uma grande ilusão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *