A Educação de Nossos Filhos e as Crenças Limitantes

A expressão “crenças limitantes” é muito usada no meio holístico e terapêutico como a grande inimiga de suas realizações e do sucesso. Do que se trata então, de fato, tais crenças?  Todos nós estaríamos sujeitos a termos pontos de vista restritos sobre algo (crenças), que poderia limitar o alcance da visão e, consequentemente, as opções de escolha para o que experienciamos. Ok, alegar que as crenças limitantes é o nosso inimigo em comum (que todos temos) pode ser uma excelente estratégia de marketing, entretanto, não considero justo fazer você se sentir culpado por ter adquirido uma e leva-lo a uma batalha para extingui-lá. Se todos temos crenças limitantes, onde e porque adquirimos? A real compreensão do que é uma crença limitante (e como surgem) é algo muito importante para compreendermos toda a estrutura de nossa sociedade e de como elas são transmitidas de geração em geração, de forma inconsciente. Nosso antigo sistema de ensino educacional é um dos principais meios de propagação destas crenças e chegou a hora de revermos alguns paradigmas educacionais, principalmente frente as novas consciências que estão encarnando agora no planeta

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Veja bem: as crenças são passadas de pais para filhos, de forma muito mais parecido como a osmose (a citar o fenômeno químico celular) do que algo consciente por parte de um pai, que decide ensinar algo a seu filho. A criança, em seus primeiros anos, está absorvendo e retendo tudo a sua volta exatamente como um esponja absorve água. As primeiras informações que recebe serão como “linhas de comando” para quando for crescer e serão a base de sua visão de realidade adulta.

Quer um exemplo? Uma mãe se encontra cansada da rotina de cuidar de seu filho e trabalhar nos afazeres de casa ao mesmo tempo, rotina de milhões de mães através do globo. A criança, muito ativa, quer sair para a rua brincar, o que exigiria muito da mãe nesse momento. Então, ela diz algo para que a criança não se sinta motivada a sair: “você não vai sair na rua agora porque se sair o homem do saco irá te pegar e te levar embora”.

Quem é o homem do saco, o bicho papão ou qualquer variante deste tipo? Uma forma de controle através do medo, que se não tivesse sido referido pela mãe, talvez a criança nem viria a conhece-lô. Este é só um exemplo de milhares de outros tipos diferentes de crenças absorvidas na infância, como um pai que incentiva seu filho a competir ao invés de colaborar ou uma criança que lida com violência domestica, etc.

Por isso, se você tem crenças limitantes (“eu não consigo um emprego que me pague o suficiente”, “eu não sou bonito o bastante para ter um relacionamento afetivo satisfatório”, “só serei feliz quando tiver aquilo que não tenho agora”, “eu não consigo me entregar em um relacionamento”, etc), a raiz deste pensamento estará baseada nas relações de sua infância e juventude, quando estava descobrindo o mundo e aprendendo com o que tinha a sua volta. Teria você alguma culpa neste processo? Obviamente que não, até por se tratar de uma fase muito inocente da vida, quando conheceu o “bicho papão”. E haveria algum crime então, por parte do pai ou responsável que lhe o apresentou? Também não, porquê provavelmente esta foi a forma que ele aprendeu com seu avô, sendo assim a forma que saberia reproduzir. Por isso, deixemos de lado qualquer pesar se percebemos, em nós mesmos, um padrão de pensamentos que limitam nossos sonhos. São só pensamentos e não quer dizer que a vida deva ser tão difícil quanto estes pensamentos dizem que é.

 

Educação Consciente

Conscientes então deste processo de transmissão que todos estamos sujeitos, olhamos para a educação que oferecemos as consciências que estão chegando ao mundo agora. Com certeza você já ouviu falar que os bebês de hoje estão se desenvolvendo com uma rapidez impressionante, certo? Porque então darmos a eles a mesma educação sistematizada há um século atrás?

A verdade é que revendo a educação que estamos transmitindo, também revemos as crenças que recebemos e como foi transmitida. Imagino que algumas pessoas que estão lendo este artigo talvez tenham sido “educados” com a “ferramenta pedagógica” chamada palmatoria ou férula (régua de madeira utilizada para castigo). Por isso deve estar claro para você agora que ao transmitir nossos medos e limitações aos nossos filhos estaríamos apenas perpetuando limitações as próximas gerações.

Palmatória
Você chegou a conhecer a palmatória?

A forma de não perpetuarmos crenças limitantes é através de uma educação consciente as futuras gerações. Várias linhas pedagógicas visando maior liberdade criativa da criança estão emergindo, a citar a mais famosa: Waldoff (teoria desenvolvida com base na antroposofia) mas também outras linhas que nem poderiam ser classificadas como pedagogia (home school ou Escola Inkiri de Piracanga/BA), por ter o objetivo de deixar a criança livre para criar e buscar desenvolver-se naquilo que lhe mais interessa.

Obviamente que toda a criança deve sempre ter um adulto por perto e ser orientada mas este tema se torna uma enorme quebra de paradigma para toda a sociedade, já que todos estão acostumados com o sistema quadro negro, professor, alunos enfileirados e memorização para passar no teste. A Finlândia, dona da melhor educação de todo o mundo tem muitos estudos demonstrando que quanto mais livre a criança esteja para brincar, sem “agenda”, maior será seu desenvolvimento criativo adulto.

Se queremos um mundo melhor, precisamos começar a plantar a semente da harmonia nas gerações que estão nascendo agora. Compreendendo nossas crenças limitantes (e se isentando de qualquer culpa) necessitamos urgentemente de conscientizarmos de não perpetuar limitações, dureza, pressão e exigência. A beleza deste processo de rever o paradigma educacional é perceber que quem irá nos ensinar serão os próprios pequenos, quando a eles transmitimos abertura ao ilimitado, leveza, suavidade e liberdade de escolha.

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Os dos maiores paradigmas que temos a quebrar está na educação que entregamos as novas gerações, seja na escola ou em casa. Este é um livro que convida a refletir sobre a educação de hoje, quebrando paradigmas obsoletos, frente as necessidades reais das crianças. Ele irá lhe mostrar como é possível educar sem transmitir crenças limitantes, deixando a criança com todo o potencial criativo disponível para desenvolver-se e aflorar. Compre e acesse imediatamente clicando aqui!

 

Ricardo Oliveira

Eu já estive envolvido com vários grupos holísticos e religiosos durante toda minha vida, formando o terapeuta universalista que sou hoje. Tenho a clara missão de transformar a vida do máximo de pessoas que conseguir!

2 opiniões sobre “A Educação de Nossos Filhos e as Crenças Limitantes

  • 11 de maio de 2016 em 8:39 PM
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    esse livro vem de encontro com o que preciso.Sou educadora e esse ano estou com dois grandes desafios que são duas salas de educação infantil,e necessito de ajuda. Muito obrigada Ricardo ,que a mãe te abençoe sempre.

    Resposta
    • 11 de maio de 2016 em 8:41 PM
      Permalink

      Esse livro vem de encontro com o que preciso.Sou educadora e esse ano estou com dois grandes desafios que são duas salas de educação infantil,e necessito de ajuda. Muito obrigada Ricardo ,que a mãe te abençoe sempre.

      Resposta

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